OPINIÃO – Jovens que transformam territórios: a força da aprendizagem rural para o desenvolvimento sustentável

No Sul do Brasil, onde a diversidade dos biomas e a riqueza cultural do meio rural se encontram, jovens cheios de ideias, sonhos e vontade de fazer diferente vêm se destacando como agentes de transformação. É essa energia…

No Sul do Brasil, onde a diversidade dos biomas e a riqueza cultural do meio rural se encontram, jovens cheios de ideias, sonhos e vontade de fazer diferente vêm se destacando como agentes de transformação. É essa energia que o Programa de Aprendizagem Profissional Rural do Instituto Crescer Legal canaliza e potencializa. Mais do que uma formação profissional, o curso se torna um espaço vivo de reconhecimento e valorização dos territórios, da biodiversidade, da cultura local e dos saberes das comunidades rurais.

Ao propor uma educação conectada com o cotidiano e os desafios do meio rural, o programa forma jovens protagonistas, capazes de empreender com responsabilidade social, econômica e ambiental. Eles aprendem a ler o mundo ao seu redor, reconhecendo as riquezas naturais, a diversidade cultural e os potenciais de suas localidades como oportunidades para gerar renda com sustentabilidade. Com isso, contribuem diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os que dizem respeito à educação de qualidade, ao trabalho decente, à igualdade de gênero, à ação climática e à vida na terra.

O reconhecimento recente do Instituto Crescer Legal como integrante da plataforma da ONU que mapeia ações rumo à Agenda 2030 na América Latina reforça ainda mais esse compromisso. Ao integrar o Monitor Geográfico de Partes Interessadas da Agenda 2030, da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), o Instituto passa a dialogar com outras experiências transformadoras da região, ampliando o intercâmbio de práticas que unem juventude, educação e desenvolvimento sustentável.

Essa conquista é coletiva. Ela nasce do trabalho diário de educadores, famílias, parceiros e, principalmente, dos jovens aprendizes que, ao passarem pelo programa, voltam o olhar para suas comunidades com mais sensibilidade, responsabilidade e esperança. Eles são prova de que é possível aliar conhecimento técnico, identidade cultural e compromisso ético na construção de um presente e futuro mais justo para todos.

Seguimos acreditando que investir nos jovens do campo é semear sustentabilidade no presente e colher transformação no futuro.

 

Por: Adriano Emmel, educador social do Instituto Crescer Legal. É mestre em Desenvolvimento Regional e doutorando em Educação e Tecnologia.

 

Categorias Notícias