Entidade aponta riscos à segurança pública em alíquota sobre cigarros na reforma tributária

Tributação excessiva do produto competitividade frente ao mercado ilegal, favorecendo organizações criminosas, segundo a Abifumo

A Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) divulgou uma nota nesta terça-feira, 24, alertando uma eventual definição de alíquota excessiva para cigarros no âmbito do Imposto Seletivo (IS) da reforma tributária poderá trazer problemas para a economia e a segurança pública do país.

Para a entidade, produtos com carga tributária elevada tendem a perder competitividade frente ao mercado ilegal, criando um ambiente favorável à expansão de organizações criminosas.

Presidente da Abifumo, Edimilson Alves afirmou que o cigarro oriundo do contrabando é uma das principais fontes de financiamento de facções criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e armas, justamente por oferecer alto lucro e baixo risco de prisão.

No documento, a Abifumo defendeu que a definição das alíquotas do IS respeite critérios técnicos e a gradação de nocividade prevista na legislação, considerando as especificidades do setor produtivo. Atualmente, o tabaco já figuraria, conforme a entidade, entre os segmentos mais tributados do país.

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