Tabaco 2026: Renda e futuro

Publicação institucional do SindiTabaco traz informações sobre as atividades do setor e dados atualizados.

O Relatório Institucional 2026 do SindiTabaco anuncia, no próprio título – “TABACO: Renda e Futuro” -, o compromisso do setor em evoluir continuamente com sustentabilidade econômica e socioambiental. Reúne informações atualizadas sobre o setor no Brasil e as principais iniciativas implementadas pelo segmento industrial de uma das mais organizadas cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.

O detalhamento das vendas externas de 2025, os impactos socioeconômicos e as iniciativas voltadas à sustentabilidade revelam uma visão do papel estratégico do setor. Também ganham destaque as boas práticas e as ações de fortalecimento do Sistema Integrado de Produção de Tabaco (SIPT), que contribuem para a inovação, a qualidade e a integridade do produto.

A publicação também relata as ações de 2025 voltadas ao fortalecimento do SIPT, modelo centenário fundamentado no cumprimento da legislação, na produção sustentável, na inovação e na garantia de qualidade. A realização de seminários para o fortalecimento do sistema de integração reuniu cerca de 1,3 mil profissionais de campo em eventos nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Entre os temas tratados estão boas práticas, sustentabilidade e legislação, abordando aspectos como a Lei da Integração (13.288/16), manejo do solo, contratação de mão de obra e proteção de crianças e adolescentes, entre outros.

Palavra do presidente

Ao apresentar a publicação, o presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, lembra que a competitividade brasileira nas exportações de tabaco está diretamente vinculada à sustentabilidade econômica, social e ambiental de toda a cadeia produtiva. “Esse resultado é fruto de um modelo consolidado ao longo de décadas e fortalecido pelo Sistema Integrado de Produção, que garante qualidade, inovação, previsibilidade e assistência técnica no campo, elementos indispensáveis para a continuidade do sucesso do tabaco brasileiro no cenário internacional”, afirma.

O SindiTabaco tem sua atuação pautada em pilares fundamentais que orientam cada decisão e posicionamento adotado. “Trabalhamos permanentemente para assegurar que o Brasil siga entre os principais players mundiais, ao mesmo tempo em que dedicamos atenção especial ao avanço do mercado ilegal, que prejudica renda, empregos e o Estado”, diz. “Também atuamos para identificar e estimular novas oportunidades de negócio para nossas associadas, ampliando as possibilidades de agregar valor às regiões produtoras”, acrescenta.

Alguns destaques do Relatório Institucional

Exportações – Há 32 anos na liderança global das exportações de tabaco, o Brasil se destaca pela produção estável e pela qualidade e integridade do produto. Com mais de 500 mil toneladas exportadas, o país superou, em 2025, a marca de R$ 3,39 bilhões em divisas, alcançando recorde nas vendas ao exterior.

Renda maior por hectare – O alto potencial de geração de renda em pequenas áreas é um dos motivos da permanência dos agricultores no campo. Levantamento realizado pela Afubra, com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), demonstra que, para alcançar uma renda equivalente à de um hectare de tabaco, são necessários 7,53 hectares de soja ou 6,58 hectares de milho.

Novos mercados – Embora mais de 100 nações desenvolvidas já tenham regulamentado os Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs), o Brasil mantém a proibição, deixando de aproveitar a oportunidade de mercado emergente da nicotina líquida obtida a partir da extração da planta de tabaco. O maior exportador mundial do setor perde empregos, receita e competitividade em um segmento que já supera US$ 320 milhões/ano e que deve crescer entre 15% e 20% ao ano, segundo estimativas da Goldman Sachs.

Integração – O modelo de parcerias entre empresas e produtores baseia-se no cumprimento da legislação, na busca pela sustentabilidade, na garantia de qualidade e integridade do produto e na constante inovação. Ao fortalecer essa parceria, o SindiTabaco e suas empresas associadas contribuem para a continuidade e competitividade do setor no Brasil. A atuação no Fórum Nacional de Integração (Foniagro) reafirma o compromisso com as diretrizes da Lei da Integração e com uma relação transparente e equilibrada entre produtores e indústrias.

Diversificação – Há mais de 40 anos, a indústria do tabaco conduz ações que incentivam a diversificação, inicialmente por meio do Programa Milho e Feijão após a Colheita do Tabaco. Desde 2025, o programa Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades traz resultados robustos que demonstram que os produtores são diversificados, mas que a receita do tabaco ainda é essencial para as pequenas propriedades. Na safra 2024/25, o tabaco ocupou, em média, 21,4% de área da propriedade, mas representou 58,3% da receita bruta do produtor.

Meio ambiente – Desde a década de 1970, as indústrias integradoras incentivam o plantio de eucaliptos como fonte sustentável de madeira para abastecimento das estufas. Hoje, quase um quarto das áreas das propriedades produtoras de tabaco é composto por cobertura florestal, indicando o compromisso do setor com a preservação e o reflorestamento. Além disso, as estufas modernas com queimadores mais eficientes contribuem para reduzir o consumo de lenha. Os contratos de integração exigem a comprovação da origem legal da lenha, medida reforçada por pesquisas que difundem boas práticas para minimizar o impacto ambiental.

 Solo Protegido – Acordo de cooperação técnica com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a iniciativa visa ampliar ainda mais as boas práticas agrícolas no campo. As principais ações são: identificar gargalos no manejo e conservação do solo e da água; definir boas práticas agrícolas adequadas às realidades da região sul do Brasil; fazer diagnóstico, intervenção e monitoramento de propriedades; melhoria nos indicadores-chave de qualidade do solo (química, física, biológica); aumento dos estoques de carbono; e treinamentos para capacitação técnica de instrutores e produtores.

Menos agrotóxicos – A inovação e os investimentos das empresas reduziram significativamente a demanda de agrotóxicos, garantindo um diferencial competitivo no mercado externo. O uso de defensivos é baixo em comparação a outras culturas, e os produtores são orientados a aplicar apenas produtos registrados e conforme indicação na receita agronômica.

Logística reversa – Mesmo utilizando menos defensivos que outras culturas, o setor do tabaco se destaca nacionalmente como referência em logística reversa, que é realizada pelo Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, há 25 anos. Roteiro itinerantes passam por 1,8 mil pontos de coleta em 385 municípios e recebem as embalagens usadas nas propriedades de 108 mil produtores. Segundo o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inPEV), 100% das embalagens primárias plásticas rígidas são recicladas no Brasil, e o setor do tabaco responde por quase metade de todos os roteiros itinerantes de recebimento de embalagens realizados em todo o País.

Saúde e segurança do produtor – A assistência técnica fornecida pelas empresas é essencial para conscientizar os produtores sobre temas ligados à qualidade de vida. Além das visitas presenciais nas propriedades, o trabalho inclui materiais educativos, campanhas e treinamentos. O produtor recebe orientação com foco no manuseio seguro, uso de EPI, armazenamento adequado e descarte das embalagens vazias. Além da distribuição de cartilhas, há campanhas de mídia em rádios, jornais e emissoras de TV de abrangência nas regiões produtoras. E os Ciclos de Conscientização, realizados desde 2009, constam de seminários sobre saúde e segurança dos produtores e proteção de crianças e adolescentes no meio rural que já impactaram quase 50 mil pessoas.

Instituto Crescer Legal – O Programa de Aprendizagem Profissional Rural oferece formação em gestão rural e empreendedorismo a adolescentes contratados conforme a Lei da Aprendizagem. As atividades ocorrem no contraturno escolar, sem prática na empresa, numa ação que une educação e renda. O Instituto possui também os programas Nós por Elas – A Voz feminina do campo, Boas Práticas de Empreendedorismo para a Educação e Acompanhamento de Egressos, todos com objetivos de oferecer oportunidades para a juventude rural.

LEIA A ÍNTEGRA DO RELATÓRIO INSTITUCIONAL

Sobre o SindiTabaco

Fundado em 24 de junho de 1947, o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) tem sede em Santa Cruz do Sul (RS), no Vale do Rio Pardo, maior polo de produção e beneficiamento de tabaco do mundo. Inicialmente como Sindicato da Indústria do Fumo, a entidade ampliou sua atuação ao longo dos anos e, desde 2010, passou a abranger todo o território nacional, exceto Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo. Com 14 empresas associadas, as ações da entidade se concentram especialmente na Região Sul do País, onde 96% do tabaco brasileiro é produzido, com o envolvimento de 533 mil pessoas no meio rural, em 525 municípios. Saiba mais em sinditabaco.com.br

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